A Beleza do (nosso) jogar
Há muitos “futebóis”, há muitas formas de desenvolver um jogar, há muitas formas de dar resposta aos problemas que o contexto nos coloca.
Mas tudo isto (e tudo o resto) poderá ser para quem vê bonito, belo? Depende, depende de quem olha e da forma como vê e entende o jogo.
Há pouco tempo tive a oportunidade de presenciar um jogo muito interessante no que toca a esta questão.
Em primeiro lugar, a evidência de uma ideia de jogo, jogar de uma determinada forma durante todo o jogo (independentemente do resultado) é a manifestação mais evidente, mais esclarecedora do que é ter uma ideia, uma convicção.
Em segundo lugar, a variabilidade de resposta que os jogadores e equipa foram capazes de dar aos vários problemas que o contexto lhes colocava. Já para não falar da qualidade com o faziam.
Estes aspectos são para mim uma manifestação clara de beleza.
Em contrapartida, também assisti a um outro jogo, jogado de forma bem diferente daquele que atrás referi.
Sem demérito para nenhuma das equipas (cada um é livre de escolher “um futebol”), mas para mim não foi um jogo tão belo de se ver. Passo a explicar.
Durante o jogo não consegui ver os jogadores a improvisar, a inventar novas formas de responder aos problemas, a adaptar-se ao que o jogo ia exigindo. Vi sim jogadores cheios de pressa, sem capacidade de descortinar novos espaços para passar e receber a bola, sem capacidade para guardar a bola, sem ideias claras.
Um jogar de qualidade deve permitir transcendências colectivas que possibilitem, também, transcendências individuais. Caso contrário a única possibilidade é “bater bola” e simplesmente correr…
Em busca de um Futebol (Feminino) de Qualidade!












