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Suvi Rantasuomela

Suvi Rantasuomela

Difícil imaginar uma finlandesa que prefira calor ao frio. Em um país no extremo norte da Europa, onde a temperatura no inverno pode chegar a 20 graus negativos e no verão não passa de 22 graus, é normal que seus 5,3 milhões de habitantes se acostumem rápido ao fato de precisarem usar bastante roupa, sair pouco nas ruas e com tudo que se pode relacionar as baixas temperaturas.

Não é o caso da estudante participante de um programa de intercâmbio Suvi Rantasuomela, de 16 anos, que saiu de Elimaki, uma cidade na Finlândia com nove mil habitantes, para morar em Vila Velha por um ano, aprender a língua portuguesa e conhecer o nosso futebol.

Atacante do time amador do Myllykosken Pallo, Suvi não hesitou quando deram a ela o direito de escolher um entre três países para passar um ano. “Entre Estados Unidos e Austrália, escolhi o Brasil. Já tinha visitado o Espírito Santo, no ano passado, e sabia que aqui poderia fazer o que mais gosto e manter uma rotina diária perto do esporte”, explica a finlandesa.

Quase todos os dias, depois da escola, Suvi frequenta uma academia e, de segunda a quinta, uma escolinha de futebol de areia em Itapoã.

Na praia
Aliás, jogar na areia tem sido uma experiência nova para ela. Também conhecido como Mypa, seu time na Finlândia depende das condições climáticas para escolher o local de treinos. No verão, as atividades acontecem no gramado oficial. Já no inverno, quando a neve cobre o campo e o frio torna impraticável qualquer esporte ao ar livre, a equipe é obrigada a se proteger numa quadra de salão.

“Na Finlândia disputamos campeonatos regionais, entre cidades. É uma equipe só de meninas e muitas pretendem ser profissionais. Eu não tenho mais esse sonho”, diz Suvi, apontando para o tornozelo direito, que já machucou uma vez. Apesar da contusão e de ser a camisa 22 da equipe, a jogadora jura ser titular e goleadora.

Surpresa por ser estranha no ninho
A finlandesa Suvi conhece bem as diferenças do esporte entre os países do norte europeu e o Brasil, conhecido como o país do futebol. Lá, o futebol feminino é valorizado, possui muitas equipes profissionais e campeonatos fortes. Um exemplo é a Suécia, onde já jogou a atacante brasileira Marta, melhor jogadora do mundo escolhida pela Fifa.

No Brasil, o futebol é predominantemente jogado pelos homens, o que não desanima a estrangeira.
“Não ligo para o que as pessoas falam. Gosto muito de futebol, tanto que às vezes treino sozinha na quadra do prédio. Minhas amigas brasileiras ficam surpresas quando falo que gosto de futebol. Elas perguntam ?É sério??”, diverte-se Suvi, que no Brasil diz ter uma “simpatia” pelo Fluminense.

Entre os 14 países que já conheceu na Europa, África e América do Sul, Suvi se acostumou, em razão do emprego de missionários dos pais, a viajar para locais que normalmente não são os destinos mais procurados por jovens europeus em períodos de férias.

Em Angola, onde morou dos 4 aos 12 anos, enquanto a mãe trabalhava de parteira e o pai como instrutor de obras em regiões carentes do país africano, a finlandesa se divertia chutando uma bola com o irmão, de quem herdou a paixão pelo jogo, e outros garotos.

“Nessa época não tínhamos muito o que fazer a não ser brincar. Vivíamos em uma vila simples, sem luxo e meu irmão acabou passando para mim o gosto pelo futebol. Foi uma experiência rica em termos culturais. Tanto que até hoje mantenho contato com pessoas de lá, inclusive com uma brasileira”, diz Suvi, que também morou por seis meses em Portugal, quando ainda tinha três anos.

In gazetaonline.globo.com

brasil_cegas

Mais uma vez o Brasil traz para casa um Mundial de Futebol, só que desta vez foi o título inédito do Mundial de Futebol Feminino para mulheres cegas, conquistado pelas meninas cariocas da equipe Urece/America, neste domingo, em Marburg, Alemanha.

A difícil conquista, na primeira edição da modalidade, veio com apenas três meses de treinamento. A pressão foi grande e a preparação física era muito inferior a das outras equipes, e elas tiveram de superar tudo.

…jogamos quatro jogos duros, em dois dias. No último jogo, com as lesões, foi muito empolgante ver a superação das atletas, que hoje mal estão andando, mas não deixaram de lutar em nenhum momento e foram bem sucedidas.” Declarou o técnico Gabriel Mayr.

Na estréia a Urece/America venceu a equipe de Marburg por 2 a 0. Depois vieram os três empates de 0 a 0, e com os seis pontos, conquistaram o título.

O time brasileiro jogou na retranca, e foi o único que não tomou gols no torneio. Fabiana Alves fez os dois gols para a equipe brasileira.

Depois dos primeiros jogos, a equipe estava pensando no segundo lugar, mas em uma partida atípica contra a equipe de Berlim, que se apresentou mais forte, as meninas venceram e a partir desse momento, a Urece/America montou um esquema tático e se manteve forte.

… a defesa ficou mais sólida. Jogamos pelo empate, que garantia o título para nossa equipe.” Mayr

O torneio teve algumas dificuldades. Uma foi a desistência de países que não se sentiram seguros o suficiente para mandar equipes para competir; outra foi a falta de água.

No primeiro dia de competição, ao pedir tempo técnico, as meninas foram tomar água e perceberam que era com gás. Na Alemanha todos bebem esse tipo de água. Conclusão: elas não beberam mais água até o final do dia, e assim que se tornou possível, foram ao supermercado comprar água potável sem gás.

In www.midiasemmedia.com.br

Na noite desta segunda-feira, Marta foi recebida no programa Bem, Amigos! do canal Sportv e revelou detalhes interessantes sobre sua vida, sobre a seleção e sobre seu time de coração. É! Isso mesmo! A Rainha tem um time de coração. Mas não vamos falar sobre isto agora.

Marta foi a convidada do programa Bem, Amigos! do canal Sportv

Marta foi a convidada do programa Bem, Amigos! do canal Sportv

A Rainha confessou que seu ídolo nos tempos em que jogava bola na rua com os meninos, era Rivaldo e também contou sobre o clima na concentração da seleção. Segundo ela, as meninas costumam jogar cartas, algumas arriscam um violão, outras ainda ficam fazendo gracinha para as outras. Quando perguntaram se no feminino, assim como no masculino, as meninas não gostam de se concentrar, a Rainha não foi hipócrita e disse que na verdade ninguém gosta de concentração, mas que as meninas nunca se rebeleram e aprontaram alguma coisa para poder fugir. Também comentou sobre o fato de muitos torcedores pedirem para ela jogar no time masculino e que não seria possível.
- Numa pelada tudo bem, mas num jogo sério se eu der uma sainha, o cara pode querer me quebrar.
Também comentou sobre a grande procura por parte das meninas para integrar o time do Santos e salientou que o elenco nas mãos de Kleiton Lima conta com 50 meninas. A estrutura do Santos, segundo ela, é excelente e que o clube está virando referência na formação de atletas.

Nos momentos finais do programa, a Rainha ganhou uma camisa do Flamengo personalizada das mãos do técnico Andrade e confessou o time pelo qual torce. Acompanhe o vídeo para conferir.

In www.futebolparameninas.com.br